Este blogue foi criado no âmbito da Unidade Curricular Sistemas Educativos: Organização e Avaliação, do curso de Mestrado em Supervisão Pedagógica.

sábado, 21 de outubro de 2017

Para que serve a Educação?

outubro 21, 2017 Posted by Flávio No comments
Caro(a) leitor(a),

A questão "Para que serve a Educação?" não é nova e muito menos fechada. 

De uma forma empírica, dizemos que a escola serve pouco os interesses do aluno. O facto é que a escola, em toda a sua plenitude, é importante e sim, serve os interesses do aluno. Quando se diz em toda a sua plenitude, estamos a falar de algo não empírico. Estamos a falar da Educação para além da da escola. Neste sentido, Jacques Delors apresenta-nos os 4 pilares da Educação.

Sinteticamente, os 4 pilares da Educação, segundo o relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre a Educação para o século XXI, são:
  1. Aprender a conhecer
  2. Aprender a fazer
  3. Aprender a viver juntos e com os outros
  4. Aprender a ser


A par do exposto e cruzando os quatro pilares da Educação de Jacques Delors (2005) com os contributos de Porto, C. & Moreira, J. A. (2017), nos capítulos I, III, VII e XI.

Defendemos o aprender a conhecer com o aprender a conhecer o Ciberespaço (rumo à Cibersociedade).
Defendemos o aprender a fazer com as aprendizagens personalizadas e colaborativas na era a conetividade.
Defendemos o aprender a viver juntos e com os outros com a importância da formação inicial de professores.
Defendemos o aprender a ser com a importância da ludicidade como modos de existência.


Educação do século XXI

outubro 21, 2017 Posted by Flávio No comments
Caro(a) leitor(a),

Mais um vídeo, mais uma reflexão e mais uma crítica construtiva à base de uma simples pergunta "O que é a educação do século XXI?"

A educação do século XXI, exige competências intrínsecas, ao contrário do que a imagem, da WEF, nos mostra. Uma imagem digna de Hard Skills, ao invés do Soft Skills e estas, as Soft Skills, dão sentido ao conhecido neologismo Onlife. O Onlife mostra-nos a necessária transição do real para o digital, para que não sejamos SSS (special specialement specialize).




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A Educação proibida - Trailer

outubro 21, 2017 Posted by Flávio No comments
Caro(a) leitor(a),

Foi-nos proposto a visualização de um vídeo com o título de "A Educação Proibida". Este vídeo, representa as palavras de Platão, sobretudo quando nos diz "que a vida é como estar acorrentada numa caverna, forçada a ver sombras que atravessam um muro de pedra".

A Educação Proibida é isto mesmo. Os alunos (pessoas acorrentadas) são obrigados a ver conteúdos (imagens projetadas) no quadro (parede) pelo professor. Esta é, no nosso entender, a realidade da alegoria da caverna de Platão, através do vídeo Educação Proibida.

Explicitamente, podemos afirmar que o vídeo espelha qualquer sistema educativo a nível Mundial. A caverna é a sala de aulas. As projeções na parede é exatamente o que o educador/professor escreve no quadro ou projeta na parede, com o recurso ao vídeo-projetor e apresentações PowerPoint/outra.








Refletimos acerca do vídeo (especialmente no livro "República" de Platão) e fomos um pouco mais longe. O vídeo remeteu-nos a um soberbo livro de José Saramago, intitulado "A Caverna". A par disto, apraz-nos, agora, enquadrar os sistemas educativos como sistemas que, infelizmente, são pouco democráticos e eis que nos aparece, novamente, José Saramago. Vejamos um exemplo da sua lúcida crítica em relação à democracia e façamos, em conjunto, um reflexão profunda acerca dos sistemas educativos.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Noção ou conceito de sistema

outubro 19, 2017 Posted by Flávio No comments
Caro(a) leitor(a),

Segundo o dicionário da língua portuguesa*,  o conceito de sistema advém do "latim systema, -atis, do grego sústema, -atos, conjunto composto de várias partes".

Das várias definições sobre o conceito de sistema, segundo Ramos, C. (2007), pautamos pela referência que faz a Morin, E. (s/d), ou seja, é uma unidade global organizada de interrelações entre elementos, acções ou indivíduos”.

A referência de Ramos, C. (2007) leva-nos a uma outra personalidade que não foi referenciada e que achamos pertinente apresentar, uma vez que espelha a nossa opinião mais pessoal. Referimos a Charles Darwin.

Esta referência dá-nos conta daquilo a que defendemos sobre o conceito de sistema, especialmente no reforço da definição de Edgar Morin. Neste sentido, o sistema é o conhecimento da vida, da vida humana, do sistema de vida do Ser Humano.

Depois, importa destacar a subtileza e clareza que Ramos, C. (2007) trata o conceito de sistema no plural, aliando o educativo, também no plural.

Transpondo este conceito para a área da Educação, especialmente para o sistema educativo Português, levou-nos a pensar que o que mais necessitamos é de um certo colapso e uma certa rebeldia. Um certo colapso, porque só assim podemos reerguer o sistema. Uma certa rebeldia, porque acreditamos que a geração apelidada como nativos digitais, podem e devem fazer a diferença.

 Por fim, gostaríamos de compartilhar um recurso (vídeo) que poderá elucidar a nossa linha de pensamento acerca de sistema e como podemos agregar, fundir e dinamizar na área da educação.



* "sistema", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/sistema [consultado em 19-10-2017].

Aspetos contextuais dos sistemas educativos

outubro 19, 2017 Posted by Flávio No comments
Caro(a) leitor(a),

Acabamos de ler um texto acerca dos aspetos contextuais dos sistemas educativos da autoria de Ramos, C. (2007).

Reiteramos, assumimos e compatuamos com o pensamento do autor, sobretudo acerca do desenvolvimento da pessoa humana. De facto, os sistemas educativos, nos mais diversos contextos, respondem às necessidades do atual sistema económino-financeiro. Algo que nos incomoda, e muito, no que respeita à essência, à missão da Educação.

Numa breve referência, destacamos o seguinte:

Sobretudo na segunda metade do séc. XX, o forte crescimento económico a que
se assistiu, sobretudo nos países mais desenvolvidos, não foi acompanhado pelo
desejável e correspondente desenvolvimento humano.

Posto isto, os atuais "modelos" dos sistemas educativos estão, infelizmente, muito aquém do desejável para o desenvolvimento humano. Com efeito, os contextos dos sistemas educativos carregam um enorme desafio. O desafio da adaptabilidade. Algo que o autor supra mencionado reforça, quando nos diz que:

Para vencer esse desafio, os sistemas educativos terão de ser flexíveis, ter
capacidade de adaptação à mudança constante, sendo proactivos e capazes de utilizar, na sua máxima extensão, todas as possibilidades conferidas pelas modernas tecnologias da informação e comunicação, ao mesmo tempo que funcionam como elemento agregador dos indivíduos, quer na perspectiva de enriquecimento de saberes, quer no exercício activo de cidadania.

Assim, entendemos que os atuais contextos dos sistemas educativos podem vencer o desafio socorrendo e recorrendo ao seus próprios projetos educativos, planos de atividades e ao exercício da sua autonomia, mediados pelas tecnologias emergentes.

Educar na era digital: Competências para o século XXI

outubro 19, 2017 Posted by Flávio No comments
Caro(a) leitor(a),

Apresentaremos, esquematicamente, as competências para o século XXI, tendo em conta o relatório elaborado pela World Economic Forum.

Neste esquema, apraz-nos refletir acerca das competências que o aluno deverá ter numa ótica libertadora e/ou socializadora. Neste sentido, as 16 competências para o século XXI é, aquilo a que designamos, algo inevitável.

Estamos, na perspetiva do inevitável, perante competências que visam libertar e socializar a pessoa humana. Algo possível à base de uma aprendizagem ao longo da vida.

Depois, e numa posição mais crítica, apesar de concordar-mos com o esquema apresentado, há algo que nos preocupa, o desenvolvimento destas competências à revelia dos mercados económicos/financeiros. Isto porque, a instituição que elaborou o esquema, está, intrinsecamente, voltada para o desenvolvimento económico.


Fonte: New Vision for Education Unlocking the Potential of Technology, p. 3 [Disponível em: https://tinyurl.com/y943syfr]

A par do exposto, apresentamos um pequeno vídeo que aborda uma nova visão para a educação. O vídeo mostra-nos que a Educação, de facto, já não é igual e que urge uma nova visão para a mesma. Uma visão possível através do uso da TIC. Porque, e de acordo com o vídeo, efetivamente, "há milhões de crianças nas escolas, mas elas não aprendem".





Terminamos com um quadro resumo/síntese acerca das competências do século XXI, para melhor entendimento do assunto. Este quadro foi adaptado de acordo com o relatório da WEF.




Competência
Definição
Literacias fundamentais
Literacia
Capacidade para ler, compreender e usar linguagem escrita
Numeracia
Capacidade para usar números e outros símbolos para entender e expressar relacionamentos quantitativos
Literacia científica
Capacidade para usar conhecimento científico e princípios para entender o meio ambiente e testar hipóteses
Literacia TIC
Capacidade para usar e criar conteúdo baseado na tecnologia, incluindo encontrar e compartilhar informações, responder perguntas, interagir com outras pessoas e programação de computadores
Literacia financeira
Capacidade para compreender e aplicar aspectos conceituais e numéricos das finanças na prática
Literacia cultural e cívica
Capacidade para compreender, apreciar, analisar e aplicar o conhecimento das humanidades
Competências
Pensamento crítico/resolução de problemas
Capacidade para identificar, analisar e avaliar situações, ideias e informações para formular respostas e soluções
Criatividade
Capacidade para imaginar e conceber formas novas e inovadoras de resolver problemas, responder perguntas ou expressar significados através da aplicação, síntese ou replicação de conhecimento
Comunicação
Capacidade para ouvir, compreender, transmitir e contextualizar informações através de meios verbais, não verbais, visuais e escritos
Colaboração
Capacidade para trabalhar em equipa em direção a um objetivo comum, incluindo a capacidade de prevenir e gerir conflitos
Qualidades de caráter
Curiosidade
Capacidade e desejo de fazer perguntas e demonstrar abertura de mentalidade e curiosidade
Iniciativa
Capacidade e desejo de empreender proativamente uma nova tarefa ou objetivo
Persistência
Capacidade para sustentar interesse e esforço e perseverar para realizar uma tarefa ou objetivo
Adaptabilidade
Capacidade para alterar planos, métodos, opiniões ou metas à luz de novas informações
Liderança
Capacidade para direcionar, orientar e inspirar eficazmente outros para alcançar um objetivo comum
Consciência social e cultural
Capacidade para interagir com outras pessoas de forma social, cultural e eticamente apropriada