Este blogue foi criado no âmbito da Unidade Curricular Sistemas Educativos: Organização e Avaliação, do curso de Mestrado em Supervisão Pedagógica.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Políticas e quadros de referência para a avaliação dos Sistemas Educativos

janeiro 04, 2018 Posted by Flávio No comments
Caro(a) leitor(a),

Destacamos a universalidade do acesso à educação, como nos afirma Barroso, J (2005) e os vários circuitos reguladores descritos por Ramos, C. (2001), no entanto, defendemos uma Educação Aberta, rumo a uma sociedade aberta e neste sentido, defendemos ainda mais que as Tecnologias de Informação e Comunicação venham, de uma vez por todas, democratizar o que é digno de ser democratizável, isto porque:
  • Continuamos na linha oposta do ensino laico;
  • Continuamos na não valorização da educação permanente e formação ao longo da vida;
  • Todos os sistemas de ensino a nível mundial são iguais, onde as ciências e a matemática continuam no topo da "hierarquia";
  • O analfabetismo é um facto, apesar de pequenos avanços.

Conceitos, tipos e modalidades de avaliação

janeiro 04, 2018 Posted by Flávio No comments
Caro(a) leitor(a),

Pensamos que os conceitos, tipos e modalidade de avaliação migram de uma área de conhecimento para uma outra área de conhecimento. A Educação não é regra à excepção. Muitas vezes o conceito sobre a avaliação, empírico e cientificamente, é confundido como algo punitivo, negativo. Não é. Não pode. Não deve. Perceber da avaliação interna, externa, diagnóstica, formativa, sumativa, auto-avaliação e hetero-avaliação é entender a complexidade da avaliação nos sistemas educativos. Neste sentido, tecemos uma crítica fortíssima em relação aos tipos, modalidades e especialmente ao modus operandi da avaliação em qualquer sistema educativo da União Europeia. Uma crítica despertada pelas leituras e reflexões de Barroso, J (2005), Ramos, C. (2001) e Roggero, P. (2002). A complexidade da avaliação dos sistemas educativos da União Europeia resume-se a testes padronizados, daí a utilização de instrumentos como PISA.

Ouçamos a opinião de Andreas Schleicher em relação ao PISA e os dados por detrás dos sistemas educativos/formativos.


Quadros teóricos interpretativos da governação dos Sistemas Educativos

janeiro 04, 2018 Posted by Flávio No comments
Caro(a) leitor(a),

Pensar nos quadros teóricos  interpretativos da governação dos Sistemas Educativos, é pensar acerca da (des)governação dos sistemas educativos. Neste sentido, Barroso, J. (2005), apresenta-nos questões relacionadas com a regulação (escola e sistemas regulados pelo estado) da Educação e cruzando este sentido de regulação com a "Bíblia do Cidadão Português", ou seja, a Constituição da República Portuguesa, destacamos a questão de que o estado não pode nem deve regular a Educação sob qualquer forma, mas aqui receamos uma Educação sem partido e sabemos que partido é parte. Neste sentido, a Constituição da República Portuguesa é clara:

“O Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas.”

Questão para reflexão: Quais as razões para continuarmos com a disciplina de Educação Moral e Religiosa nas nossas escolas?

Vejamos um recurso de aprendizagem para reflexão.

O conceito de regulação

janeiro 04, 2018 Posted by Flávio No comments
Caro(a) leitor(a),

Desafio-vos a procurarem o verdadeiro significado do termo "regulação", mesmo sabendo que estamos perante um acto ou efeito de regular.

A professora Ramos, C. (2001) no seu artigo acerca da "Regulação dos Sistemas Educativos - O Caso Português", começa por defender o "contexto cultural nas políticas de administração portuguesa". Neste sentido, a autora apresenta-nos um forte enquadramento histórico (centralização). Segue para o contexto jurídico e administrativo (descentralização), a importância da participação e os autores (ambos em evolução) e termina com as questões relacionadas com a cidadania até ao funcionamento do sistema escolar e modos/tipos de regulação (fechado e/ou aberto).

Pessoalmente gostei do artigo, levando-me a pensar em questões mais profundas, especialmente quando cruzado com Barroso, J. (2005), onde as questões relacionadas com a regulação da Educação perante a "Bíblia do Cidadão", ou seja, a Constituição da República Portuguesa.

Neste sentido, sabemos que o estado não pode nem deve regular a Educação sob qualquer forma, mas aqui receio uma Educação sem partido e sabemos que partido é parte. Não tenho outra forma de me defender sem recorrer à Constituição da República Portuguesa. Um documento que, no que respeita à Educação, está por cumprir, ora vejamos:

O Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas.

Depois;
  1. É extremamente complexo uma avaliação dos sistemas educativos da União Europeia sem recorrer a testes padronizados, daí a utilização de instrumentos como PISA;
  2. Continuamos na linha oposta do ensino laico;
  3. Continuamos na não valorização da educação permanente e formação ao longo da vida;
  4. Todos os sistemas de ensino a nível mundial são iguais, onde as ciências e a matemática continuam no topo da "hierarquia";
  5. O analfabetismo é um facto, apesar do pequenos avanços;
Destaco a universalidade do acesso à educação, como nos afirma Barroso e os vários circuitos reguladores descritos por Ramos, no entanto, pessoalmente defendo uma Educação Aberta, rumo a uma sociedade aberta. Neste sentido, esperar que as TIC venham, de uma vez por todas, democratizar o que é digno de ser democratizável.